O ano de 2025 ficará marcado na história do design e do branding como o ano do Grande Reset Criativo [3]. A vaga de mudanças de Diretores Criativos nas grandes casas de luxo (Kering, LVMH) não foi um drama estético, mas sim um mecanismo de sobrevivência estratégica impulsionado pela incerteza económica global e pela exigência de um consumidor mais perspicaz. O papel do designer mudou radicalmente: ele deixou de ser o “superstar” focado no espetáculo e no momento viral para se tornar o “estrategista de marca” ou o “CEO Cultural” [3].

O Sinal

O sinal é a busca por unificação e continuidade. As marcas já não procuram o génio criativo que entrega uma coleção chocante, mas sim o líder capaz de unificar a linguagem criativa em todas as linhas de produto (feminino, masculino, couture) e garantir a estabilidade do negócio a longo prazo. As nomeações de Demna na Gucci ou de Jonathan Anderson na Dior (hipotéticas, mas baseadas na lógica do artigo) sinalizam que a responsabilidade superou a performance [3]. O design é agora um sistema complexo que deve responder a questões de negócio, não apenas de estética.

A Desconstrução

A visão tradicional do mercado ainda idolatra o designer como um artista isolado, focado apenas na criação de imagens e produtos. Esta visão é a âncora que afunda marcas. A desconstrução é simples: a estética é o preço de entrada, mas a estratégia é o valor. O mercado ainda confunde design com decoração. O design na nova era é a arquitetura do negócio. A Allluz Media afirma que o designer que insiste em ser apenas um “criador de belas imagens” está a abdicar do seu poder estratégico. O novo designer deve ser um arquiteto de sistemas, capaz de traduzir a cultura em produto e o produto em longevidade de marca.

O Protocolo Allluz

Para dominar esta nova realidade, o profissional de design e branding deve adotar o Protocolo Allluz:

  1. Design como Arquitetura de Negócio: Cada decisão de design deve ser justificada por uma métrica de negócio ou por uma necessidade estratégica de marca. O design é a solução para a incerteza, não a sua expressão.
  2. Unificação da Linguagem Criativa: Torne-se o ponto de verdade da marca. Garanta que a identidade visual e verbal é coesa em todos os touchpoints, transformando a marca num sistema fechado e autoritário.
  3. Tradução Cultural em Produto: O seu trabalho é identificar as mudanças sísmicas na cultura (sociais, económicas, tecnológicas) e traduzi-las em produtos e narrativas que posicionem a marca como relevante e essencial.
  4. Foco na Longevidade, Não no Viral: Abandone a busca por momentos virais de curta duração. Construa uma linguagem que seja contemporânea, mas que tenha a capacidade de perdurar e de se tornar um clássico.

Visão do Arquiteto

O domínio do branding pertence a quem entende que a cultura é o novo produto. O CEO Cultural é o arquiteto que constrói a ponte entre a alma da marca e a realidade do mercado. Ele não desenha apenas roupas ou logótipos; ele desenha sistemas de crença que resistem à volatilidade. O seu papel é de responsabilidade máxima: responder ao passado, ao presente e ao futuro da marca. A Allluz Media treina líderes que veem o design como o assento da estratégia.




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