O Brasil está sentindo o impacto das leis, e a publicidade também é palco dessa transformação.

A Advocacia‑Geral da União (AGU) enviou um aviso extrajudicial à Meta — controladora do Facebook e Instagram — exigindo a remoção, em até 48 horas, de centenas de anúncios de aposta ilegal que circulam sem autorização no país. A ação vem após análise da biblioteca de anúncios da plataforma, que revelou perfis propagando sites de jogo online sem licença do Ministério da Fazenda.

A urgência se baseia na recente decisão do STF em junho, que tornou as plataformas presumidas responsáveis por conteúdos ilegais, a menos que provem ter agido diligente e rapidamente para removê-los — uma virada na governança digital e no ecossistema da publicidade online. 

Há uma urgência poética nesse instante: a AGU estendeu sua voz oficial à Meta, pedindo que desfaça, em até 48 horas, a presença invisível — mas potente — dos anúncios de apostas sem autorização. A publicidade não escapa à responsabilidade nem ao tempo, e essa exigência vibra na pele normativa do digital.

Cada anúncio ilegal foi como um eco que escapou da caixa regulatória. A AGU os encontrou na biblioteca da Meta e os tocou com a lei: são perfis que não carregam permissão (nem domínio “.bet.br”). Isso traz mais do que infração: tramas que alimentam evasão fiscal, lavagem, fraudes e cortam o fio da segurança do consumidor.

A decisão do STF, de junho, marca o ritmo: as plataformas agora dançam na corda bamba da responsabilidade. Se não removem conteúdos ilegais com a presteza que a lei exige, são confrontadas com sanções. É um compasso novo na sinfonia da regulação, que muda a música dos anúncios pagos e impulsionados.

No corpo dos criadores e anunciantes, isso reverbera como um alerta: a ponte entre estratégia e ética está viva — e é sensível. Agir com cuidado, autenticar, escolher parceiros seguros — cada passo na criação de anúncios agora é uma performance de cuidado com sociedade, reputação e integridade.

O tempo é ritmo. A publicidade precisa aprender essa cadência de novo: respeitar regulamentação, valorizar a clareza como matéria-prima, ressoar responsabilidade social. O futuro da publicidade no Brasil pedirá, cada vez mais, a presença ética como arte — e também como eficácia.

Inspire sua marca a pulsar em sintonia com o legal: remova o invisível, potencie o ético. Quer ajuda para traduzir sua comunicação em poesia regulamentada?


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