O Cannes Lions 2025 já terminou, mas um detalhe segue ecoando com força no mercado criativo: a presença da delegação periférica brasileira através do projeto PerifaLions. Jovens que nasceram fora do eixo central da publicidade voltaram do festival não apenas com experiência — mas com a prova viva de que a criatividade da margem já é centralidade.
Neste ano, os selecionados do Perifa em Cannes apresentaram ideias potentes diante de marcas globais, trazendo olhares moldados por vivências reais, urgências comunitárias e estéticas ancestrais. Não foram apenas competidores: foram narradores de futuros possíveis.
Esse movimento é maior que patrocínios ou prêmios. Ele é simbólico: mostra que a indústria global da comunicação só será sustentável se abrir espaço para vozes que historicamente ficaram fora do palco. O PerifaLions não leva jovens apenas a Cannes — ele leva Cannes à periferia, reconfigurando mapas de poder.
Para o Brasil, isso é mais que orgulho. É convite: incluir não é concessão, é necessidade. Se a publicidade quer falar com todos, precisa nascer de todos. E quando a periferia se faz ouvir, não há algoritmo ou palco que consiga silenciar a autenticidade.
Assim, a memória do festival em 2025 não se apaga nas premiações. Ela continua viva nas comunidades, nos criadores e nas marcas que ousarem ouvir a frequência da periferia.





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