No dia 26 de junho de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) plantou uma semente poderosa na paisagem digital do Brasil. Por 8 votos a 3, o tribunal declarou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, transformando redes sociais de simples veiculadoras em guardião sensíveis da dignidade online. Agora, plataformas podem ser responsabilizadas por conteúdo nocivo — como discursos de ódio ou incitação à violência — mesmo sem decisão judicial prévia.
Essa nova lógica institui o chamado dever de cuidado, que exige ação rápida e proativa dos provedores diante de ameaças sérias — especialmente quando o conteúdo é amplificado via bots ou impulsionado financeiramente. Revela-se uma rede que não limita, mas protege: não um filtro cego, mas uma escuta atenta à integridade coletiva.
Governançar com sensibilidade exige mais do que remover — exige diálogo, transparência e presença. O STF pediu ao Congresso que transforme esse entendimento em lei, garantindo que o digital continue sendo território de múltiplas vozes, não lugar de silêncio imposto.
O maior cuidado com a fala — nas redes e na vida — honra o pulso humano que não se cruza com dados. E talvez esse seja o primeiro ato de verdadeira cidadania digital.
Sua presença digital respeita as margens da justiça ou escorrega no ruído? Na Allluz Social, cultivamos discursos com ética e alma. Vamos costurar um digital mais humano juntos? ✨





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